Terça, 14 de Julho de 2020
92 99494-2851
Polícia Polícia

Em Manaus, Africanos são presos com carro de luxo e drogas avaliadas em R$ 8 milhões

No momento da ação policial, as equipes da DERFV apreenderam uma carga contendo entorpecentes que entraria na rede de tráfico de drogas intercontinental.

24/06/2020 15h40
Por: Redação1
Foto: PC-AM
Foto: PC-AM

Ao longo da tarde de terça-feira (23/06), policiais civis da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV) deflagraram uma ação policial que culminou na prisão, em flagrante, do nigeriano Daniel Chinedu Dickson, de 42 anos, e do sul-africano Okolie Goodwill Eze, 49. Com eles, foram apreendidos um carro de luxo e pacotes de cocaína líquida, avaliadas em R$ 8 milhões. Os dois são apontados como integrantes de um grupo criminoso que comandava uma rede intercontinental de tráfico de drogas.

As prisões dos infratores ocorreram em dois pontos distintos do bairro Flores, na zona centro-sul de Manaus.

O secretário da SSP-AM, coronel Louismar Bonates, explicou que o grupo criminoso articulava um esquema no qual carros de luxo roubados na capital eram trocados por drogas e veículos de menor porte, que retornavam à capital transportando insumos de cocaína líquida oriunda da Colômbia. “Essas negociações ocorriam nas cidades de Tabatinga e de Leticia, na Colômbia. Era justamente nesta região onde a cocaína líquida era obtida”, informa Bonates.

De acordo com o delegado-geral adjunto, Tarson Yuri Soares, dando andamento ao esquema, as substâncias ilícitas eram trazidas para um laboratório de drogas, no mesmo bairro em que os infratores foram presos. “Nesse local, a cocaína líquida era refinada e acondicionada em revistas e em imagens sacras para, posteriormente, ser enviada, por meio de mulas, a países da Europa e da África”, explica o delegado-geral adjunto.

Conforme o titular da DERFV, delegado Cícero Túlio, o nigeriano Daniel era responsável por fazer os contatos e planejar a logística do material entorpecente, em Tabatinga (distante 1.108 quilômetros em linha reta da capital) e na Colômbia. Já o sul-africano Okolie era responsável por fazer o acondicionamento da droga nas revistas e imagens sacras para serem entregues às mulas.

“Cada revista, ao chegar a destinos como Holanda, Espanha e outros países dos continentes europeu e africano, rendia cerca de R$ 100 mil ao grupo. Além do mais, as investigações apontam que o bando utilizava empresas de Manaus para efetuar lavagem de dinheiro. Por isso, as diligências em torno do caso seguem em andamento, a fim de averiguar essas empresas, bem como a identidade de demais indivíduos que integram o grupo”, afirma Túlio.

 

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Anúncio