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DPU vai defender acusado de liderar esquema que teria desviado R$ 12 bilhões de clientes da Unick

Presidente da empresa, Leidimar Lopes alegou não possuir recursos para pagar advogado.

05/06/2020 13h00 Atualizada há 1 mês
Por: Redação1
DPU vai defender acusado de liderar esquema que teria desviado R$ 12 bilhões de clientes da Unick

Acusado de liderar um esquema que teria desviado R$ 12 bilhões de clientes da empresa de investimentos Unick Forex, Leidimar Lopes está sendo defendido pela Defensoria Pública da União (DPU). Ele tinha advogado constituído, mas ligou para a 7a Vara Federal de Porto Alegre, onde tramita o processo criminal, para informar que não tem condições financeiras para manter o contrato. Foi então que a juíza Karine da Silva Cordeiro nomeou um defensor público para o presidente da Unick.

Conforme as investigações da Polícia Federal, em menos de um ano, entre 2018 e 2019, Leidimar e outros integrantes do esquema gastaram cerca de R$ 40 milhões em imóveis. 

Procurado, o defensor público que passou a atuar no processo, Fabio Carboni Ceccon, explicou que o Código de Processo Penal não permite que o réu fique sem defensor.

— Mesmo que ele seja um réu com recursos financeiros para contratar um advogado, se ele não o fizer, o Código de Processo Penal determina que os autos sejam remetidos para a Defensoria para que exerça a defesa — esclarece Ceccon.

O defensor público conta que Leidimar alegou não ter recursos financeiros, mas admite que a DPU não tem essa confirmação. Também que não cabe à instituição descobrir se a afirmação é verdadeira. Observou, no entanto, que se ficar comprovado que ele possui condições financeiras para contratação de advogado, a DPU poderá pedir à Justiça que defina honorários para o Fundo de Reaparelhamento da instituição. Sobre o mérito da defesa, disse que não se manifesta.

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