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Em condomínio de luxo no Tarumã, polícia prende “Thiago Mineiro” integrante de organização criminosa atuante no estado

Segundo investigações, o infrator era o responsável pela administração financeira e organizacional do grupo.

04/06/2020 18h18
Por: Redação1
Em condomínio de luxo no Tarumã, polícia prende “Thiago Mineiro” integrante de organização criminosa atuante no estado

Na tarde desta quinta-feira (03/06), equipes do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagraram uma ação policial que culminou nas prisões de Thiago Monteiro da Silva, de 35 anos, conhecido como “Thiago Mineiro”, e da companheira dele, Stheffany Barbosa Vasconcelos, 27, em cumprimento a mandados de prisão temporária. O casal é responsável por administrar as finanças e distribuir drogas comercializadas por uma organização criminosa atuante no estado.

A ação foi coordenada pela delegada-geral Emília Ferraz, pelo delegado-geral adjunto, Tarson Yuri Soares, e pelos delegados Rafael Allemand e Marna de Miranda, diretor e diretora-adjunta, respectivamente, do DRCO.

Conforme o delegado Rafael Allemand, do DRCO, “Thiago Mineiro” é apontado como o maior distribuidor de drogas e um dos líderes de uma facção criminosa que atua no estado. Segundo investigações, o infrator era o responsável pela administração financeira e organizacional do grupo. Além disso, era Thiago quem estabelecia contato com os fornecedores dos materiais ilícitos, oriundos de países como a Colômbia e Peru.

O diretor do DRCO explicou que o estilo de vida de Thiago era diferente dos demais integrantes de organizações criminosas. “O infrator não costumava sair em público e tinha uma vida aparentemente normal. No entanto, diligências indicam que ele possuía uma visão de negócios muito acima da média, o que lhe permitia obter a posição hierárquica dentro da facção a qual pertencia”, disse Allemand.

A diretora-adjunta destacou que Thiago e Stheffany realizavam transações financeiras ilícitas, com o intuito de lavar dinheiro proveniente da venda de drogas. “Durante as investigações, nós constatamos que o casal possuía um padrão de vida incompatível com a renda que os dois alegaram receber. Só em Fortaleza, Stheffany possuía um imóvel avaliado em mais de R$ 700 mil”, disse a delegada Marna.

Marna de Miranda destacou, ainda, que o casal era dono de outras propriedades nas regiões Nordeste e Sul do país. Além do mais, em depoimento, Stheffany relatou que recebia um salário de R$ 7 mil, quase o mesmo valor que o casal desembolsava no aluguel de uma mansão em Manaus.

Rafael Allemand informou também que, no decorrer das investigações, foi constatado que uma embarcação era, possivelmente, utilizada pelo casal para o transporte de drogas. Diligências apontam que a embarcação era controlada por Thiago, apesar de estar documentada no nome de um familiar do infrator, para que suspeitas não fossem levantadas.

Para o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, a operação realizada pelas equipes do DRCO representa um revés para o crime organizado no estado. “A implacável ação dos policiais civis demonstra não só o empenho da instituição em sufocar estruturas de grupos criminosos, bem como retira do convívio social um infrator com alta capacidade de articulação e planejamento”, afirmou Tarson Yuri Soares.

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