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Dra. Mayara debate planejamento com SES-AM para conter avanço da Covid-19

A reunião contou com a participação de cooperativas médicas e de enfermeiros, entre estas a SEGEAM, ICEA, ITOAM, IMED e COOPERCLIN.

30/10/2020 14h12
Por: Redação1
Dra. Mayara debate planejamento com SES-AM para conter avanço da Covid-19

Em reunião convocada, nesta quinta-feira(29), no âmbito da Comissão de Saúde e Previdência (CSP),  presidida pela Deputada Mayara Pinheiro (Progressistas) foi tratado o planejamento de ações para a COVID-19 e também discutidas soluções relacionadas à estrutura da rede estadual de saúde para evitar a sobrecarga no atendimento dos pronto-socorros, diante de uma crescente de pacientes infectados pelo novo coronavírus

 

A reunião contou com a participação de cooperativas médicas e de enfermeiros, entre estas a SEGEAM, ICEA, ITOAM, IMED e COOPERCLIN, e as instituições de Fundação de Vigilância e Saúde (FVS-AM), Secretaria de Saúde (SES-AM), além de parlamentares da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) e do Sindicato dos Médicos representado pelo Dr. Mário Viana e o Dr. José Francisco Santos.

 

A Diretora Presidente da FVS-AM, Dra. Rosemary Pinto apresentou dados atualizados da Fundação de Vigilância Sanitária e Saúde (FVS) sobre a pandemia no Estado do Amazonas; e o Secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, expôs o Plano Executivo de Contingência Estadual de Recrudescimento da Infecção Humana pela Covid-19 que tem como estratégia ampliar leitos de UTI em outros hospitais conforme levantamento, como por exemplo, a abertura de leitos para Covid na Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM), diante de cenários de projeção de aumento, de acordo com a taxa de ocupação de leitos divididos em fases de I a IV.

 

 “Eu acho que um ponto de partida muito importante é retornar com aquelas triagens diferenciadas dos pacientes com síndrome gripal que existiam no pronto-socorro durante a primeira onda, eu acho que vocês deveriam se organizar para isso. Entre outras coisas que deveríamos fazer também é evitar aglomerações devido o período eleitoral, comícios e aquele corpo a corpo que aconteciam no passado e tentar conter esse novo avanço”.

 

Dra. Mayara agradeceu a presença de todos e parabenizou o secretário Marcellus Campêlo pelo empenho e planejamento diante da gestão na secretaria. “Este plano é possível e factível de se tornar realidade, tem tudo para dar certo daqui pra frente, é só ter boa vontade, um olho atento para aquelas mazelas antigas, coragem para cortar o mal pela raiz e a gente espera que logo mais a população vivencie um novo tempo na Saúde do Amazonas”.

 

Óbitos sobem para 30% em duas semanas e média móvel no interior

 

“Analisando a média móvel de óbitos no interior e na capital, nós temos o reflexo e um aumento significativo com um crescimento de 36% nas últimas duas semanas, e em Manaus um crescimento de 32%, nós passamos de uma média móvel de 5 óbitos por dia para quase 9 em Manaus, e no interior com 2,5. Avaliando os óbitos até a sexta-feira da semana passada quatro municípios concentram quase 70% dos óbitos que são Novo Airão, Parintins, Coari e Manaus”, destacou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto.

 

Demanda crescente por UTI

 

Segundo a titular da FVS-AM, há casos de pacientes que tiveram Covid, precisam retornar para os hospitais e após semanas têm apresentado alguma complicação, geralmente são pacientes com alguma doença crônica.

 

“Em UTI Covid até ontem nós tínhamos 150 pacientes, mas tem um dado que é preocupante porque nos traz um novo cenário na questão da assistência, nós analisamos os pacientes internados com até 20 dias de sintomas, os considerados na fase aguda e temos 74 deles em UTI, mas aqueles com mais de 20 dias de sintomas, portanto saíram da fase transmissível que estavam hospitalizadas ou em domicílio com diagnóstico positivo para Covid, e nessas pessoas em 28/10, 76 delas tinham necessidade internação em UTI porque apresentaram complicações, esse é um dado importante porque a nossa rede não está apenas carregada com casos agudos de Covid, mas também com pacientes que tiveram Covid ou semanas e até meses depois estão apresentando uma agudização da sua condição, com transtorno cardiológicos e renais, temos pacientes com 4 a 5 meses de internação e permanecem nas UTIs”.

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