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Ex-secretária do AM, Simone Papaiz, é alvo de operação em São Paulo por suspeita de fraude em Bertioga

Em Bertioga, a ex-secretária foi a responsável por um contrato emergencial que determinou a locação de equipamentos hospitalares para a implantação de dez leitos de UTI.

17/07/2020 11h34 Atualizada há 3 semanas
Por: Redação1 Fonte: Uol
Ex-secretária do AM, Simone Papaiz, é alvo de operação em São Paulo por suspeita de fraude em Bertioga

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) realizou na manhã de hoje uma operação em Bertioga (SP) para apurar indícios de fraudes na compra de equipamentos de saúde que tinham como finalidade o combate à pandemia do coronavírus. As irregularidades na cidade litorânea têm ligação com Simone Papaiz, secretária de Saúde do Amazonas presa em 30 de junho.

Simone era secretária de Saúde de Bertioga antes de assumir o cargo no governo amazonense. Em Manaus, ela foi presa no âmbito da Operação Sangria junto com mais sete pessoas, todas suspeitas de envolvimento em fraudes na compra de respiradores de uma importadora de vinhos. Simone foi libertada cinco dias depois, ao fim do prazo da prisão temporária.

Em Bertioga, a ex-secretária foi a responsável por um contrato emergencial que determinou a locação de equipamentos hospitalares para a implantação de dez leitos de UTI. A medida, no valor de R$ 483.300, segundo o MP-SP, tem indícios de conluio entre as empresas envolvidas, com o objetivo de fraudar a contratação.

A investigação mostrou que as empresas tinham vínculos entre si, que incluem confusão societária, vínculos empregatícios e propriedade dos equipamentos hospitalares fornecidos. As relações apontam para o possível conluio.

Além disso, há a suspeita de que os equipamentos fornecidos fossem velhos e alguns até descontinuados. Eles eram adaptados sem a correta observação de especificações pelo fabricante, o que torna alguns inapropriados para o uso ao qual foram contratados e outros podem funcionar de forma inadequada, colocando a vida de pacientes em risco.

A operação de hoje é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que é ligado ao MP-SP, e pela Polícia Civil por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e do Deinter (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) de Santos.

Além de Bertioga, a ação também cumpre um total de 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Mogi das Cruzes e Suzano. Foram mobilizados 12 promotores de Justiça e 60 policiais civis, assim como servidores do MP-SP.

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